enem

Para prestar qualquer tipo de concurso é preciso estar bem informado. Porém, com tantas matérias para estudar, nem sempre você consegue tempo para acompanhar as notícias.

Por isso, selecionamos as atualidades do Brasil e do mundo que podem ser cobradas em alguma questão do Enem ou do vestibular, ou mesmo como tema de redação.

Atualidades no Brasil

1. Governo Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro foi empossado em 1.º de janeiro de 2019, após uma grande disputa eleitoral.

O mandato começou com a redução de ministérios, declarações incômodas por parte da ministra Damares e do antigo ministro da Educação, Ricardo Vélez, que foi demitido.

Igualmente, o presidente foi bastante criticado quando ordenou que os militares “celebrassem” o golpe de 1964, que instituiu a ditadura militar no Brasil.

O mandatário vem colecionando polêmicas no plano internacional, como a abertura de um escritório brasileiro em Jerusalém e a concessão da base de Alcântara para os americanos. Em 2022, diante do conflito entre Rússia e Ucrânia, Bolsonaro assumiu uma posição de neutralidade, alegando a defesa dos interesses econômicos brasileiros.

Internamente, Bolsonaro enfrenta na reforma da Previdência e na aprovação do estatuto de armas algumas das suas questões mais delicadas, além da sua atuação no combate da Covid-19.

2. Ministério da Educação

O Ministério da Educação apareceu envolvido em um escândalo.

Milton Ribeiro, ministro que havia assumido a pasta da educação em julho de 2020 – após a saída de Abraham Weintraub – foi acusado de envolvimento no esquema de corrupção “Bolsolão do MEC”.

Após denúncias, Milton Ribeiro pediu exoneração do cargo em março de 2022, chegando a ser preso em junho. Desde então, Victor Godoy Veiga assumiu a pasta.

A educação brasileira tem ganhado destaque desde 2019, quando o governo começou a anunciar as mudanças para esta pasta.

Um dos primeiros atos foi a instituição de uma subsecretaria para promover a criação de escolas militares em todo país. Em seguida, o governo afirmou que pretendia acabar com os cursos de ciências humanas como Filosofia e Sociologia.

Em abril de 2019, foi anunciado um projeto de lei que normatizaria a educação em casa. Isto provocou a reação de vários educadores, alegando que prejudicaria a socialização daquelas crianças que não frequentariam a escola.

Da mesma forma, em maio de 2019, o então Ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou o contingenciamento de 30% das verbas das universidades públicas. Esta medida deslanchou uma série de críticas e protestos não só da parte dos estudantes universitários, mas das escolas públicas e privadas.

O governo Bolsonaro já contou com várias mudanças de ministro da educação: Ricardo Vélez Rodríguez (cerca de 3 meses), Abraham Weintraub (cerca de 2 meses e meio), Milton Ribeiro (quase 2 anos), Victor Godoy (desde março de 2022).

Diante da pandemia de Covid-19, os últimos anos têm sido desafiadores para a área, somando-se o menor orçamento para a educação básica nos últimos tempos.

Anunciado em 2019, a primeira versão do Enem Digital foi aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. O objetivo é que a prova passe a ser realizada apenas em formato digital, acabando com os gastos astronômicos em impressões.

3. Covid-19

Em junho de 2022, entrando na 4.ª onda de Covid, o Brasil contabiliza mais de 670 mil mortes desde o início da pandemia. Desde março, é possível comprar testes na farmácia e fazê-los em casa.

No que respeita às vacinas, a ButanVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, está na fase de testes, prevendo que a sua aplicação esteja disponível em 2023.

A atuação do Brasil no combate à pandemia foi muito criticada desde o início, tendo em conta as medidas adotadas pelo governo.

As medidas de lockdown adotadas por governadores de alguns estados também foram alvo de críticas pelo presidente. Bolsonaro alegou que, ao ficar em casa, muitos brasileiros não teriam como sobreviver em decorrência da fome.

4. Lula

Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente do Brasil durante 8 anos, de 1.º de janeiro de 2003 a 1.º de janeiro de 2011.

Depois de ter sido condenado a 9 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, onde permaneceu durante 580 dias. No entanto, o STF considerou a sua prisão em segunda instância inconstitucional, logo, Lula foi solto no dia 8 de novembro de 2019.

Em março de 2021, as condenações foram anuladas e, com isso, Lula recobrou seus direitos políticos. Desta forma, é possível que o ex-presidente se apresente novamente como candidato à Presidência da República.

As eleições se realizam em outubro de 2022 e a lista de pré-candidatos é grande.

5. Reforma trabalhista

No dia 11 de novembro de 2017, entrou em vigor a reforma trabalhista, cujo projeto de lei havia sido sancionado em julho pelo presidente Temer.

As principais alterações consideram que:

  • Férias: podem ser divididas em até 3 vezes (antes havia a possibilidade de serem divididas em até 2 vezes);
  • Jornada de trabalho: até 12 horas diárias (antes, 8);
  • Tempo de deslocação: o tempo gasto para chegar ao trabalho por aqueles que têm dificuldades com meios de transporte em decorrência da falta de acesso não é contado como hora de trabalho (antes era).
  • Tempo de contribuição e idade são dois requisitos mínimos para se aposentar: mulheres, 15 anos de contribuição e 62 anos; homens, 20 anos de contribuição e 65 anos (a aposentadoria “por tempo de contribuição” foi extinta).

Após a Reforma Trabalhista de 2017, diversas alterações foram feitas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ainda geram muitas dúvidas nas pessoas.

Com a pandemia, e consequente aumento de adesão ao teletrabalho e ao home office, foram definidas algumas regras para essa modalidade de trabalho.

6. Pix

Em novembro de 2020, entrou em funcionamento um novo meio de pagamento criado pelo Banco Central do Brasil, o Pix. Ele permite realizar transferências e pagar contas de forma instantânea através do celular, o que é feito de forma simples, como mandar uma mensagem.

Os brasileiros aderiram rapidamente ao Pix, que se tornou um dos principais meios de pagamento, graças à sua eficiência.

O Pix pode ser usado a qualquer hora do dia e o dinheiro é recebido logo que a transferência é feita. Além de estar disponível 24h, ele funciona todos os dias – inclusive nos feriados.

A utilização do Pix é gratuita e, com ele, as pessoas não precisam mais informar o seu número de conta bancária. Quem tiver que enviar dinheiro para você, por exemplo, precisa apenas do seu número de celular, e-mail, ou CPF (depende do código que você utilizou para se cadastrar no Pix). Assim, se você mudar de banco, não precisa mais informar às pessoas o seu novo número de conta.

7. Amazonia 1

No dia 28 de fevereiro de 2021 foi lançado para o espaço o primeiro satélite de observação da Terra totalmente desenvolvido pelo Brasil, o Amazonia 1, projetado, integrado, testado e operado pelo país. Este é um marco de sucesso para a comunidade científica e tecnológica para missões espaciais.

A missão Amazonia, da qual faz parte o Amazonia 1, é monitorar o desmatamento da Amazônia e também de outros biomas brasileiros. Para tanto, o satélite é capaz de dar a volta à Terra em 100 minutos e de gerar imagens a cada 5 dias.

O lançamento foi feito do Centro de Lançamento Satish Dhawan Space Centre, na Índia, à 01h54 (horário de Brasília) do dia 28 de fevereiro de 2021 (domingo).

8. Auxílio Brasil

Em novembro de 2021, o governo instituiu o Auxílio Brasil, um benefício destinado às famílias de baixa renda.

O Auxílio Brasil substituiu o Bolsa Família, criado em 2003, e o Auxílio Emergencial, criado no contexto da pandemia, em 2020.

Para receber o benefício, as famílias precisam se cadastrar e, se forem selecionadas, passam a receber o pagamento mensalmente, de acordo com o calendário oficial.

Em junho de 2022, o presidente Bolsonaro informou a intenção de aumentar o valor do benefício no segundo semestre do ano, de R$ 400 para R$ 600.

9. Eleições 2022

Em 2022, o Brasil escolhe o seu novo presidente. Apesar da lista de pré-candidatos ser grande, a disputa se reduz a dois principais rivais: o atual presidente Jair Bolsonaro (Partido Liberal) e Lula (Partido dos Trabalhadores).

Se vencer, Bolsonaro cumprirá o seu segundo mandato, uma vez que desde 1.º de janeiro de 2019 é o presidente. Quanto à Lula, já foi presidente durante dois mandatos, entre 1.º de janeiro de 2003 a 1.º de janeiro de 2011.

Nessas eleições, além do presidente, os brasileiros também escolherão governador, deputados federais e estaduais, e senador.

O primeiro turno decorre no dia 2 de outubro, enquanto o segundo decorre no dia 30 do mesmo mês. No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e opcional para quem tem 16 e 17 anos.

10. Tragédia em Petrópolis

No início de 2022, chuvas fortes assolaram Petrópolis, no Rio de Janeiro. Esta terá sido a pior tempestade ocorrida na cidade, a contar do ano de 1932, quando as medições começaram a ser realizadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

Enchentes, deslizamentos e carros arrastados provocaram cerca de 240 mortes e centenas de desalojados.

Choveu 250 mm entre 16h20 e 19h20, sendo que a média de chuva para o mês de fevereiro é 185 mm. Isso quer dizer que, em 3 horas, terá chovido mais do que o previsto durante 30 dias.

11. Protestos indígenas

Em abril de 2022, cerca de 6 mil indígenas se dirigiram até o Congresso Nacional para protestar contra a “agenda anti-indígena”, que contempla uma série de ameaças aos povos indígenas.

Dentre elas, está em causa o projeto sobre mineração em terras indígenas, o PL 191/2020, que estabelece as condições para a realização de pesquisa e lavra de recursos minerais nessas terras.

O PL 490/2007 também está em causa. Conhecido como “marco temporal”, esse projeto defende a alteração na política de demarcação de terras indígenas.

12. Desemprego

Em junho de 2022, foi noticiada a redução na taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano.

Depois de a Covid-19 ter desencadeado um aumento na crise econômica, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esta seria a taxa mais baixa de desempregados nos últimos 7 anos.

As regiões do país em que se verificou a redução na taxa de desemprego foi Centro-Oeste e Sudeste.

Com isso, o número de desempregados no Brasil corresponde a 11 milhões de pessoas, um cenário que continua bastante desafiador.

13. Preço dos combustíveis

O preço dos combustíveis tem alcançado índices bastante elevados, o que é influenciado por uma série de fatores.

Apesar de se falar muito nas consequências da Guerra na Ucrânia, antes dela, a pandemia da Covid-19 já influenciava esse aumento.

O que acontece é que a produção ainda não retomou a normalidade e, assim, não se consegue acompanhar a demanda.

Acresce que a oferta ficou ainda menor em decorrência das sanções à Rússia, o que resulta em mais inflação.

Atualidades no Mundo

1. Coronavírus

Em junho de 2022, cerca de dois anos depois do início da pandemia, o mundo contabiliza os seguintes números: cerca de 546 milhões de casos confirmados e mais de 6,3 milhões de mortos.

Em novembro de 2019, um vírus desconhecido surgiu na região de Wuhan, na China. Os sintomas eram parecidos com uma gripe comum, mas o contágio era muito mais veloz e fatal para aqueles que já tinham uma doença respiratória anterior.

A resposta do governo chinês ante o crescimento dos casos foi colocar toda a cidade em quarentena. Rapidamente, o mundo se viu às voltas com uma doença desconhecida que se originou de um mercado de animais silvestres.

Dali, o vírus se espalhou para os países vizinhos e Europa; e em março, chegou ao continente americano. A fim de evitar que a doença se espalhasse, vários governos suspenderam aulas e reuniões em lugares com muita aglomeração.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a enfermidade como uma pandemia global devido ao seu alcance mundial.

2. Governo Biden

No início do governo Biden, o novo presidente reverteu políticas implementadas por Donald Trump. Dentre as mais polêmicas, podemos citar os retornos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como a paralisação da construção do muro na fronteira com o México.

Através do Acordo de Paris – que trata da mudança climática em decorrência da poluição da atmosfera – os EUA haviam assumido o compromisso de fazer uma redução gradual na emissão de poluentes até 2025 quando, alegando prejuízos à economia norte-americana, Donald Trump decidiu retirar o país do Acordo, que agora retorna com Joe Biden.

Em maio de 2020, Trump anunciou o fim do relacionamento com a OMS. Alegando a pressão da China sobre a organização diante da Covid-19, Trump decidiu suspender o financiamento norte-americano, na ordem de centenas de milhões de dólares por ano. Em janeiro de 2021, na liderança de Biden, os EUA voltaram a apoiar a OMS.

No seu primeiro dia de mandado, Biden mandou paralisar a construção do muro na fronteira entre os EUA e o México. O ex-presidente Trump tinha prometido construir esse muro, que deveria ter cerca de 700 km depois de finalizado. No momento da paralisação da obra, o muro tinha cerca de 400 km.

Depois de a Suprema Corte ter revogado o direito constitucional ao aborto, Joe Biden está avaliando alternativas para as mulheres que pretendam interromper uma gravidez de forma voluntária.

3. Coreia do Norte

Em 2016, a Coreia do Norte voltou a ameaçar os EUA com o seu programa nuclear.

Isto seria a resposta norte-coreana às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país liderado por Kim Jong-un.

Além dos EUA, o país também se manifesta contra o Japão, aliado americano.

A Coreia do Norte realizou seu sexto teste nuclear no dia 3 de setembro de 2017. Tendo sido o mais potente realizado, sua força equivale a 16 vezes a da primeira bomba atômica da história e que destruiu a cidade de Hiroshima.

No primeiro dia do ano de 2018, o líder coreano ameaça os EUA anunciando que o botão nuclear fica na sua mesa.

Diante desta retórica de guerra, o mundo se alegrou com o encontro entre o presidente da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, em 27 de abril de 2018. Realizado na zona desmilitarizada entre os dois países, a reunião ainda contou com o simbólico gesto do presidente sul-coreano pisar em solo norte-coreano.

Mais tarde, o presidente Donald Trump se encontrou em Singapura com Kim Jong-un, em 12 de junho de 2018. Apesar de nada concreto ter ficado decidido neste evento, a reunião abriu caminho para conversas diplomáticas entre os países.

Igualmente, ambos os mandatários tinham uma reunião para 28 de fevereiro de 2019, em Hanói (Vietnã). Apesar do clima amistoso, o encontro terminou antes do previsto e sem nenhum acordo entre os dois presidentes.

Em dezembro de 2019, Kim Jong-un declarou que iria retomar o lançamento de mísseis de médio alcance. Em março de 2020, a Coreia do Norte realizou um teste de dois projéteis com alcance de 240 quilômetros. Em março de 2021, dois novos mísseis balísticos táticos foram testados.

Em 2022, o país continua realizando testes nucleares. O Hwasong-17, considerado um dos seus maiores mísseis balísticos, foi lançado alguns dias depois de Joe Biden ter visitado a Coreia do Sul para encontrar o presidente recém-eleito.

4. Guerra na Síria

A Guerra na Síria teve início em 2011 dentro do contexto da “primavera árabe”, cujo objetivo era derrubar governos não-democráticos na região. Desde então, forças do governo lutam contra os “rebeldes”. Aproveitando a instabilidade, o Estado Islâmico aproveitou para ocupar algumas zonas do país, mas foi rechaçado.

A comunidade internacional observa e interfere com cautela, pois ao contrário de outros países da região, a Síria tem um aliado de peso: a Rússia.

Em 2017, os EUA atacaram a Síria, agindo de forma contrária ao que Trump havia prometido. No mês de abril, o ataque aéreo americano deixou 15 mortos na Síria após o lançamento de 59 mísseis sobre a base aérea síria.

Segundo o governo americano, esse ato teria sido avançado em resposta ao ataque promovido pela Síria com armas químicas, o qual deixou dezenas de mortos.

O presidente sírio Bashar Al-Assad nega essa ação. No entanto, segundo investigadores de crimes de guerra da ONU, as forças sírias já fizeram uso desse tipo de armas mais de vinte vezes.

Calcula-se que, somente nesse ano, o conflito sírio tenha provocado a fuga de 30.000 pessoas. Em 2018, houve o aumento de bombardeios por parte da Rússia, aliada ao governo de Bashar Al-Assad.

Em 2019, os países que lutam contra o Estado Islâmico declararam que o mesmo havia sido derrotado na Síria.

Em 2022, a Guerra na Síria completa 11 anos e contabiliza quase 500 mil mortos.

5. Brexit

Brexit, junção das palavras Britain (Bretanha) e exit (saída), é o nome usado para indicar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O processo teve início em junho de 2016, após o referendo que manifestou a vontade da maioria dos britânicos em abandonar o bloco econômico e político.

O processo foi concluído em dia 31 de janeiro de 2020, de modo que todos os tratados feitos com o Reino Unido foram renegociados ao longo do ano.

O acordo foi alcançado no dia 24 de dezembro de 2020. Com a saída efetiva do Reino Unido da União Europeia, em janeiro de 2021 o comércio entre ambos registrou uma forte queda.

Em 2022, verifica-se baixas expectivas de crescimento no Reino Unido que, em junho, propôs novas regras do Brexit.

6. Crise dos refugiados

A perseguição e o terror vividos em situações de extrema intolerância levam o mundo a passar pela pior crise humanitária do século, segundo a ONU. Os refugiados vêm, principalmente, de países africanos e do Oriente Médio.

A Guerra na Síria é um dos maiores motivadores para a tentativa de ingresso em países europeus, muitas vezes feita por via marítima em condições precárias.

Apesar de muito se falar sobre a crise dos refugiados na Europa, a grande maioria dos refugiados sírios partiram para países mais próximos, como Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia.

Nos últimos anos, a Covid-19 veio agravar ainda mais a situação dos refugiados, tendo em conta as restrições de circulação.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados, quase 90 milhões de pessoas se deslocaram à força até o final de 2021.

Acresce à crise a Guerra na Ucrânia, de onde milhares de pessoas tentar fugir.

7. Guerra na Ucrânia

No dia 24 de fevereiro de 2022 teve início a invasão russa na Ucrânia. A tensão entre os países se estende há anos.

A Ucrânia tornou-se independente antes da dissolução da União Soviética, em 1991. E em 2005, o presidente da Ucrânia já mencionava o seu interesse em ingressar na Otan, o que incomodou Putin.

Outro motivo forte para essa tensão é a Crimeia, península localizada no sul da Ucrânia que foi anexada à Rússia em 2014. Anos antes a Crimeia já tinha sido anexada à Rússia, mas depois passou para a Ucrânia.

Os países têm se unido à Ucrânia, prestando apoio humanitário, e enviando armamento. Foram impostas sanções contra a Rússia, que teve ativos congelados e exclusão de bancos de sistema de pagamento.

8. Otan

A Guerra na Ucrânia tem levado países a refletir sobre a adesão a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança criada durante a Guerra Fria. A Guerra Fria marcou o mundo pela tensão entre os EUA e a União Soviética.

É o caso da Finlândia, que faz fronteira com a Rússia, e da Suécia. Os dois países sempre assumiram uma posição neutra, evitando provocar uma tensão com relação à Rússia.

Mas, com a invasão russa na Ucrânia, os países temem o início de conflitos e, por isso, tencionam se precaver. A Rússia prometeu retaliações caso a intenção se concretize.

No dia 29 de junho, a Otan formalizou convite para que ambos países integrem a aliança.

9. Queda das criptomoedas

As criptomoedas, que são moedas digitais, são ativos especulativos e oferecem um risco elevado.

Elas têm sofrido uma grande desvalorização. No primeiro trimestre de 2022, a bitcoin, que é a principal criptomoeda, teve a maior desvalorização desde o seu lançamento, em 2009, e está sendo negociada a preços bem mais baixos, o que preocupa os investidores.

Acreditando nos benefícios que a moeda digital pode trazer, há muita discussão acerca da sua regulamentação, e alguns países, como a Alemanha, incentivam sua utilização.

10. Copa do Mundo 2022

A Copa do Mundo 2022 realiza-se no Qatar, um país muçulmano que faz fronteira com a Arábia Saudita.

O país tem leis rígidas, inclusive, não é permitido beber em público, mas, na Copa, as restrições devem ser diferentes.

O evento costuma acontecer no meio do ano, mas nesta edição, a Copa começa no dia 21 de novembro e termina no dia 18 de dezembro.

Essa foi uma decisão da Fifa, para evitar a exposição de atletas, do público e da organização, considerando que faz muito calor no país. Mesmo no inverno, a temperatura pode ser elevada.

Para sediar o evento, milhares de pessoas foram para o Catar trabalhar na construção das infraestruturas, especialmente dos estádios. Há denúncias sobre as condições precárias desses trabalhadores, sendo que muitos óbitos têm sido registrados.

11. Família real britânica

A família real britânica está envolvida em uma série de polêmicas. As mais recentes são protagonizadas por Harry e Meghan.

Casados desde maio de 2018, em janeiro de 2020 o casal anunciou o afastamento dos seus deveres como parte da família real.

A ideia de ambos era conciliar as suas vidas entre o Reino Unidos e a América do Norte, manter o título de Sua Alteza Real e continuar recebendo alguns benefícios, tal como uma estrutura de segurança. No entanto, as coisas não aconteceram conforme o planejado.

Em março de 2021, uma entrevista concedida pelo casal a Oprah Winfrey aumentou ainda mais a polêmica em torno da saída deles da família real. Nessa entrevista, Meghan falou sobre o racismo do qual foi vítima, da pressão psicológica, do pedido de ajuda e da ausência dele e dos pensamentos que teve sobre cometer suicídio.

Em 2022, se celebra o Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth, marcando 70 anos da monarca no poder. Ela subiu ao trono em 1952 – com 25 anos – depois da morte de seu pai.

12. Invasão do Capitólio

No dia 6 de janeiro de 2021, a invasão do Capitólio dos Estados Unidos – local em que se realizam as reuniões do Congresso americano – surpreendeu o mundo.

Descontentes com a derrota eleitoral de Donald Trump – que em discurso disse que não admitia o resultado da eleição – centenas de seus apoiadores invadiram o Capitólio no dia em que o Congresso confirmaria a vitória do seu concorrente, o republicano Joe Biden, na eleição presidencial ocorrida em novembro de 2020.

A invasão resultou em 5 mortos e vários feridos, além dos muitos estragos no prédio – que teve janelas partidas, móveis e computadores estragados.

No dia 7 de janeiro, o Congresso confirmou a vitória de Joe Biden – o 46.º presidente dos Estados Unidos da América -, que tomou posse no dia 20 desse mesmo mês.

Em 2022, as investigações continuam e o depoimento de uma ex-assessora da Casa Branca aumenta os riscos contra o ex-presidente Donald Trump.

13. Tensão entre China e Taiwan

A China defende o princípio de “Uma só China”, por isso, o seu desejo é reunificar Taiwan. A parte continental da China é a República Popular da China, enquanto a parte insular é a China Nacionalista ou Taiwan.

Habitualmente a China ameaça Taiwan, mas a tensão entre ambas se intensificou em 2016, quando o PDP (Partido Democrático Progressista) venceu as eleições em Taiwan.

Como o PDP é pró-independência, começou a haver descontentamento dos chineses. O Partido Nacionalista Chinês defende a união da China, enquanto o outro quer a sua separação.

Com a Guerra na Ucrânia, cresceu o receio de que a China – que é aliada da Rússia – invada Taiwan.

Fonte: todamateria.com.br

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