As emoções e o seu impacto sobre o processo de aprendizagem.

O ser humano é um ser social e afetivo, ou seja, há a necessidade por parte dele de estabelecer relacionamentos, bem como o de se sentir amado e querido pela sociedade, amigos ou família. No ambiente escolar, não poderia ser diferente: aprendemos quando nos sentimos bem consigo mesmo, e com os que se encontram ao nosso redor, como: professores, amigos, gestores e equipe escolar.

Somos seres integrais, dotados de sentimentos, emoções, pensamentos e experiências, que fazem de nós seres únicos e especiais, e desta forma levamos esta bagagem de vivências e emoções em todo e qualquer conhecimento e aprendizagem que agregamos.

Quando desenvolvemos uma ansiedade patológica, por exemplo, nossa capacidade de atenção e concentração fica deficitária, com dificuldades para absorver novos conteúdos e informações, o que acaba provocando um fraco rendimento escolar. Estudantes expostos a situações de estresse, liberam em seu organismo um hormônio chamado cortisol, que tem o objetivo de prepará-lo para lidar com ações de perigo ou de alerta, de maneira mais eficaz, inibindo assim o processo de reter e compreender novas informações.

Para que a aprendizagem ocorra de maneira eficaz e duradoura, é necessário que ela desperte no aprendiz alguma emoção ou significado, pois quanto maior for o interesse e a motivação por determinado assunto ou tema, maior será a absorção e a facilidade na aquisição deste conhecimento. Em contrapartida, quando um fato gera forte angústia ou carga emocional, podem ser provocadas falhas temporárias na atenção e na concentração, impedindo o desenvolvimento de uma nova aprendizagem, e gerando no indivíduo o chamado “branco” em provas ou atividades escolares.

As emoções, quando gerenciadas de forma equilibrada e sadia, propiciam aprendizagens benéficas e prazerosas, componentes indispensáveis para o desenvolvimento intelectual e cognitivo de todo aluno.

Por : Psicóloga Escolar Jessica Vieira

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